Comportamento: Brincar também faz parte do desenvolvimento infanti
Núcleo Desenvolver, do Instituto de Saúde Corpo e Mente, destaca como atividades lúdicas podem favorecer comunicação, interação social, coordenação motora, atenção e autonomiaBrincar vai muito além de ocupar o tempo livre na infância. É por meio das brincadeiras que a criança explora o ambiente, experimenta possibilidades, estabelece relações e desenvolve habilidades importantes para diferentes aspectos da vida. No caso de crianças autistas, esses momentos também podem favorecer, de maneira natural e respeitosa, a comunicação, a interação social, a coordenação motora, a atenção e a autonomia.
Durante o Mês das Crianças, o Núcleo Desenvolver, do Instituto de Saúde Corpo e Mente, chama atenção para a importância de preservar o brincar como uma experiência própria da infância, sem que todo momento da criança precise ser transformado em uma atividade estruturada ou em uma obrigação. “Brincar também é uma forma de descobrir o mundo. Quando a criança tem espaço para explorar, escolher, interagir e se divertir, ela vivencia experiências importantes para o seu desenvolvimento, mas sem perder aquilo que é essencial na infância: a liberdade de ser criança”, destaca Marina Maia, CEO do Instituto de Saúde Corpo e Mente.
As brincadeiras dirigidas podem ser utilizadas em determinados contextos para estimular habilidades específicas, mas também é fundamental garantir momentos de brincadeira livre. Jogos, atividades ao ar livre, música, movimento e experiências compartilhadas podem contribuir para ampliar repertórios e favorecer vínculos, respeitando sempre as características, os interesses e o ritmo de cada criança.
Essa proposta também esteve presente em uma ação recente promovida pelo Núcleo Desenvolver, que integra o Instituto de Saúde Corpo e Mente, no Parque da Cidade, em Salvador. Crianças atendidas pelo núcleo participaram de uma manhã ao ar livre, com atividades recreativas e momentos de convivência fora do ambiente clínico. A iniciativa teve justamente a proposta de oferecer espaço para brincar, se movimentar, interagir e aproveitar a infância de forma espontânea. “Existem momentos para o acompanhamento terapêutico e existem momentos em que a criança precisa apenas brincar. Criar essas oportunidades também significa olhar para ela de forma integral, respeitando suas necessidades, sua individualidade e seu direito à infância”, completa Marina Maia.
Para o Instituto de Saúde Corpo e Mente, por meio do Núcleo Desenvolver, incorporar o lúdico à rotina não significa transformar todas as brincadeiras em terapia. Ao contrário: significa compreender que desenvolvimento, afeto, convivência e diversão podem caminhar juntos, e que, muitas vezes, uma experiência simples de brincar é também uma oportunidade valiosa de aprendizado e descoberta.
Comentários