A casa como extensão do sentir: arquitetura e decoração também influenciam o bem-estar
Arquiteta Mally Requião destaca como luz, proporção, memória, conforto e identidade transformam a relação emocional com os espaços Há espaços que acolhem antes mesmo de qualquer palavra. Outros inquietam, cansam ou parecem não pertencer a quem os habita. A arquitetura, nesse sentido, ultrapassa a função de organizar ambientes: ela participa silenciosamente da experiência cotidiana, interfere na percepção de conforto e pode influenciar a forma como cada pessoa se relaciona com a própria casa. A relação entre moradia e saúde é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que associa melhores condições habitacionais à qualidade de vida e alerta para os impactos que ambientes inadequados podem exercer sobre a saúde física e mental. Em um cenário em que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com alguma condição de saúde mental, segundo dados divulgados pela OMS em 2025, pensar os espaços a partir do bem-estar ganha ainda mais relevância. Para a arquiteta Mally Requião, um projeto começa ...